terça-feira, 1 de junho de 2010

The Greek Crisis Was Planned!

Na semana passada estava a debater num fórum acerca da crise mundial com uma pessoa que por norma tem pontos de vista completamente diferentes das minhas (excepto que o Benfica é provavelmente o maior clube no mundo).

Debatemos sobre vários acontecimentos quando eu escrevi no dito fórum que na minha opinião o Sul da Europa em geral e a Grécia em particular está a ser alvo de um plano muito bem delineado para o reforço do poder central europeu nas mãos do eixo Franco-Alemão. Vocês puderam pensar que enlouqueci de vez, que virei mais um maluquinho das teorias de conspiração. Na verdade faz tudo sentido, vamos ver por partes. Temos vários estados que tiveram fortes taxas de crescimento nos últimos 20 anos, desde que aderiram à CEE. Esses mesmos estados passaram muita da sua soberania para as mãos de Bruxelas, no entanto ainda estávamos longe de uma Federação Europeia. O que se passou nesta crise foi que toda uma série de estados de repente viram-se confrontados com dívidas públicas e privadas excessivas, uma crise económica mundial que diminui e muito as exportações desses mesmos países. Se os governos Franceses e Alemães tivessem acordado um auxílio imediato à Grécia, a bolsa especuladora não teria tempo de entrar em acção e ter feito tantos estragos nos países chamados PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha). A verdade é que foi graças a estes meses de indecisão que permitiu a que se chegasse a um consenso dentro da EU para que o Banco Europeu tivesse ainda mais poder interventivo nos vários estados. Também foi graças a este período que se conseguiu de uma forma encapotada e sem que ninguém percebe-se que o poder dentro de Bruxelas pendesse ainda mais para o Bloco Franco-Alemão.

A verdade é que todas as instituições necessárias a uma Federação Europeia já existem, desde as Forças Armadas, passando pelas Forças de Segurança, pelas instituições políticas/partidárias, etc.

Tenho a certeza de que o futuro só verá o poder deste bloco aumentar ainda mais. O mais incrível disto tudo é que temos um governo que nada diz e que só sabe culpar as empresas de rating.

Será que é tudo culpa deles? Claro que não! Os vários governos quando quiseram que os seus países entrassem na EU, sabiam que muito provavelmente isto ia dar problemas e médio/longo prazo. Como é que um país como Portugal ou a Grécia ia aguentar ter a mesma moeda que países muito mais fortes e competitivos? Não iam e o resultado está à mostra de qualquer um. Hoje já não temos a possibilidade de baixar o valor da nossa moeda para aumentar as exportações, hoje já não temos independência para escolher o rumo para o nosso país. Se juntarmos a isto tudo as despesas desnecessárias que foram o Europeu em Portugal e as Olimpíadas na Grécia, ficamos com todo o panorama que levou a este endividamento.

Essa pessoa (que muito provavelmente vai ler este texto, também me mandou este link deste texto:

http://www.thetrumpet.com/index.php?q=7062.0.123.0

Leiam que não se vão arrepender.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Identidade Portuguesa - Porque a Defendo / Rainer Daehnhardt


Porque sinto que a introdução do "Euro" não passa de um disfarce para o maior roubo monetário colectivo da História!

Porque sei que a "União Europeia" não é nem uma união nem europeia. É uma submissão conjunta a vontades "extra-europeias" que preparam o assalto global!

Porque dei-me conta de que a "lavagem cerebral" levada a efeito pelos media em Portugal apenas parece afectar a classe política, porque o povo, bem no seu íntimo, mantém-se intacto; simplesmente "está-se nas tintas"!

Porque vejo que quanto mais os "caseiros" - que ainda somos autorizados a escolher para "dirigir" o que resta - se afastam da convivência diária com o sentir da população, mais se aproximam de um divórcio onde já ninguém lhes liga!

Porque a identidade de um povo é criada por milhões de vontades individuais que, conscientes disso ou não, agem em conformidade!

Porque esta identidade não se limita a este pequeno rectângulo na berma da Europa. Estende-se, há mais de meio milénio, pelos oceanos fora, a um grande número de pessoas das mais variadas crenças, nacionalidades e cores de pele, que continuam a identificar-se com a lusa gente.

Porque o que junta um português a um finlandês são meramente interesses materiais ou a coincidência de partilharem a mesma "prisão". O que junta um português a um timorense é o coração, a língua, o facto de terem vivido juntos sob a mesma bandeira - durante séculos -, por ambos respeitada, e a vontade de continuarem ligados independentemente do que dizem os seus passaportes.

Porque a Europa, façam dela o que fizerem, é pequena demais para a alma lusa! Esta é gigante, abrangendo todo o globo de forma amigável, sem se impor!Porque o gene luso é portador de uma espécie de "anarquismo positivo", sempre inesperado, imprevisível, cheio de capacidades de "desenrascanço"!

Porque nenhum outro povo se encontra mais capacitado, para liderar os sobreviventes da grande catástrofe que se avizinha, do que os descendentes de um Viriato, de um Nuno Álvares Pereira, de um Afonso de Albuquerque, Homens de grande visão!

Porque sinto orgulho de identificar com Portugal e sua gente, e de ser pai de cinco crianças lusas pelas quais me empenho para um futuro sem "algemas"!

Porque amo Portugal e vejo nos Açores o seu último reduto, a garantia da esperança de um mundo mais são!Porque pela identidade portuguesa e pelo que ela representa lutarei, mesmo após a morte!

Um livro que acho que todos os Portugueses deviam ler um pouco e reflectir sobre o nosso país e o futuro do nosso povo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

"Passámos a ser um protectorado da Alemanha"

O primeiro ministro das Finanças de José Sócrates diz que Portugal passou a ser uma "espécie de protectorado da Alemanha"; que a situação financeira do país chegou a um ponto que "não imaginaria que fosse possível"; que as medidas de austeridade aprovadas na semana passada são o "dobro do que seria necessário se tivessem sido iniciadas em Dezembro" e que daqui a cinco anos ainda vão continuar a ser necessárias.

O primeiro ministro das Finanças de José Sócrates diz que Portugal passou a ser uma “espécie de protectorado da Alemanha” , o que não é necessariamente mau; que a situação financeira do país chegou a um ponto que “não imaginaria que fosse possível”; que as medidas de austeridade aprovadas na semana passada são o "dobro do que seria necessário se tivessem sido iniciadas em Dezembro" e que daqui a cinco anos ainda vão continuar a ser necessárias.

Em entrevista à revista “Visão”, Luís Campos e Cunha confessa que, apesar de ser frequentemente apelidado de “tremendista” e de “pessimista”, nunca imaginou que fosse possível o país resvalar para a situação em que está. “Como português, tenho pena, mas passámos a ser uma espécie de protectorado da Alemanha, do ponto de vista financeiro. Mas quando os nativos não se sabem governar, uma boa dose de colonialismo não deixa de ser saudável”.

A culpa, diz, é de “quem está a Governar”, mas também de “alguns partidos” que não perceberam que a situação do país “era, de facto, grave”. “É preciso que os portugueses percebam que o Estado vive, há vários anos, numa situação parecida com o esquema da Dona Branca. Ou seja paga a dívida e os juros com nova dívida. É como se uma família pagasse a prestação da casa com o cartão de crédito”.

A “factura” vai levar anos a ser paga. “Julgo que daqui a cinco anos vamos ter, certamente, outro pacote de medidas austeras, parecido com o que acaba de ser anunciado”.

Campos e Cunha prevê ainda que o sector bancário, que está debilitado, seja alvo de ofensivas do exterior e não disponha de capacidade para se “defender dessa concorrência, por pura e simplesmente não terem balanço para poderem competir na concessão de crédito”. “Por alguma razão Ricardo Espírito Santo Salgado [CEO do BES] pediu [ao Governo] para adiar os grandes projectos, pois não os podia financiar, possivelmente por não ter balanço contabilístico para o fazer”.

O antigo vice-governador do Banco de Portugal, professor da Faculdade de Economia da Universidade Nova e actual presidente da SEDES antecipa ainda que o Governo dure apenas mais um ano, achando “provável” que Pedro Passos Coelho, que o tem “surpreendido pela positiva”, seja a curto prazo o novo chefe de Governo .



Este artigo retirado do Jornal de Negócios deixou-me perfeitamente siderado. Finalmente um politico ligado ao PS a dizer a verdade; havia de haver um dia que isso acontece-se.
Pois é meus amigos, que Portugal perdeu a sua independência, isso já eu sabia à anos, afinal grande parte da legislação aprovada no Parlamento vem directamente de Bruxelas. Mas agora tornou-se ainda mais claro que este governo vendido às grandes construtoras colocou o país numa situação absolutamente de cócoras em relação ao eixo Franco-Alemão. Os donos da EU são neste momento os donos de Portugal. O mais espantoso é um político Português (?) dizer que isso não deixa de ser saudável.
Quando vemos uma pessoa que foi vice-governador do Banco de Portugal e ministro das Finanças de José Sócrates a dizer isso só podemos concluir que as nossas elites são um bando de internacionalistas, vendilhões e corruptos.

Mas nem tudo está perdido, parece que o Presidente Lulla da Silva já se disponibilizou a ajudar a economia portuguesa. Já comprei a minha camisa da selecção (Brasileira) e vou já convidar os meus amigos para um churrasquinho de picanha e cerveja. Vou viver para Évora para poder trabalhar numa das fábricas de componentes de aviões que vão ser construídas nessa cidade pela Embraer.
Meus amigos, Protectorado Alemão ou colónia Brasileira, vocês escolham porque eu pessoalmente não tenho estômago para toda esta situação.

Salazar, volta que estás perdoado!

PS: se quiserem saber mais algumas opiniões deste senhor vejam a sua página na SEDES: http://www.sedes.pt/blog/?author=37

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Presos podem sair em liberdade após cumprir um quarto da pena

Novo Código de Execução de Penas entra em vigor na segunda, mas CDS apresenta esta sexta um projecto de lei para alteração do diploma

A partir de esta segunda-feira, dia 12 de Abril, qualquer recluso que tenha cumprido um quarto da pena pode ser libertado desde que faça um requerimento ao director-geral dos Serviços Prisionais e sem ficar sujeito a vigilância. Qualquer crime, qualquer medida de pena. Do assassino ao burlão. Do pedófilo ao assaltante. Quer seja 25 anos ou 25 meses.
A lei, sabe-se, é geral e abstracta, mas, quando aplicada ao caso concreto leva à conclusão que criminosos como o homicida de dois polícias em 2005, na Amadora, condenado a 25 anos de prisão, pode sair em liberdade já no início de 2011, cumpridos 6 anos de três meses apenas.
Em nada pesa o acórdão do tribunal da Boa-Hora que o condenou quando fundamenta a medida da pena dizendo que o arguido teve uma «conduta censurável e especialmente perversa», que «não teve um momento de arrependimento». O colectivo que não teve dúvidas em considerá-lo um «homicida frio e perverso». Marcus Fernandes matou os dois polícias, de 30 e 23 anos, 45 disparos contra quem apenas lhe tinha pedido os documentos.
O deputado do CDS, Nuno Magalhães, em declarações ao DN, afirma que «apesar de a lei não ser feita para casos concretos, este caso dá a exacta medida do erro trágico deste código». Por isso, os centristas avançam na sexta-feira 9, antes da entrada em vigor do código, com um projecto de lei para alteração do diploma. O CDS junta-se assim ao coro de vozes que contesta a nova lei. Sindicatos dos polícias e dos magistrados só querem que a história da vigência seja curta.
Para Paulo Rodrigues, do Sindicato da PSP, «a percepção é que o crime compensa», diz em declarações ao DN. No mesmo jornal, António Ventinhas, do Sindicato dos Magistrados, mostra-se indignado com o facto de uma decisão de um juiz ser ultrapassada pela decisão de um director-geral, figura administrativa e de nomeação política. «Para quê combater o crime se depois um qualquer director liberta os criminosos», afirma.
O diploma, que vem reformar a velha Lei de Execução de Penas com 30 anos, foi aprovado apenas com os votos do PS e, da primeira vez que foi a Belém, não passou no crivo de Cavaco Silva. Em Agosto, o Presidente da República pediu a fiscalização preventiva da constitucionalidade.
Em nota, a Presidência informava que o chefe de Estado entendia a possibilidade de «colocar em regime aberto ao exterior e sem vigilância directa» reclusos que cumpram determinados requisitos «é susceptível de criar riscos para as vítimas e justo receio de alarme social». Mas o Tribunal Constitucional pronunciou-se a favor da constitucionalidade da norma e Cavaco acabou por promulgar a norma em Setembro de 2009.



Podia descrever o meu nojo por mais uma medida para libertar criminosos feita por outrso criminosos que nos governam (ou que se governam), mas acho que vou deixar a cada um que reflita o tipo de sociedade que esta gang que nos governa nos está a deixar.

sábado, 3 de abril de 2010

Valença protesta com bandeiras espanholas nas janelas

Como todos devem ter visto nas notícias em Valença protestou-se contra o fecho do SAP recorrendo ao corte de estradas e à colocação de bandeiras espanholas nas janelas. É um gesto intolerável, já que um acto de uma profunda desfaçatez…ou será?! Na minha opinião as bandeiras espanholas em Valença é algo muito simples; quando o estado abandona as pessoas, elas iram manifestar a sua revolta. Entre hastear uma bandeira estrangeira e queimar a nacional, eu prefiro a primeira opção.

Acho que o culpado de toda esta situação está em Lisboa e não em Valença. O seu nome é Ana Jorge e é a actual Ministra da Saúde.

Acaba-se com as maternidades, acaba-se com as SAP, acaba-se com tudo e espera-se que as populações não se revoltem. Relembro que a antiga detentora desse cargo saiu depois de toda uma série de fechos de maternidades e SAP. Parece-me que a actual ministra conseguiu ficar lá todo este tempo graças ao facto de ter terminado (momentaneamente) com esses fechos feitos com régua e esquadro. Será que eles não pensam que para alguém que está a habitar longe dos grandes centros urbanos, sem meios de transporte, com vias de trânsito muitas vezes do século passado, a diferença entre a vida e a morte decide-se em segundos não em horas e são horas que se estão a falar.

É fácil falar que as alternativas ficam “apenas” a x quilómetros quando se está a viver em localidades com SAP, INEM, Bombeiros, etc; agora quando se está no interior é bem mais complicado.

Desprezo a forma como foi feita o protesto, mas entendo a mensagem.

sábado, 6 de março de 2010

Especulação financeira : o ataque ao Euro



The greek government has announced new austerity measures aimed at slashing its huge budget deficit. It comes a day after the Prime Minister said that the country was fighting for survival. The new measures which will reduce annual pay and increase taxes were ordered by the EU in an bid to prevent a collapse of the Euro. But street protests have been raging in Athens against the plans.
Meanwhile, the U.S. Justice Department is reported to have launched a probe into leading American hedge funds. They're suspected of helping Greece cover up its debts to weaken the European currency. Journalist Webster Tarpley believes that was a plot hatched to prop up the dollar's supremacy.


São estas as pessoas que estão a criar esta crise financeira mundial, são os famosos especuladores. Na minha opinião são meros piratas!